
- É através dos relacionamentos que estamos
constantemente aprendendo novas lições, especialmente, através de nossas
reações com o meio e das manifestações que o mesmo nos provoca.
Com o
tempo vamos amadurecendo tornando-nos mais evoluídos, à medida que vamos
aprendendo a identificar nossas reações diante dos comportamentos e a
disciplina-las, através do convívio com nosso próximo.
É no âmbito familiar, onde desde criança
surgem de forma espontânea nossos impulsos e reações.
Nesta fase gravam-se
impressões em nosso campo emocional que repercutirão durante toda nossa vida.
É
onde de alguma forma, acabamos MODELANDO comportamentos e reações das pessoas
mais próximas.
Quantas situações ficam gravadas no
inconsciente de uma criança, situações estas que podem leva-la a rebeldias,
insatisfações, angustias desejos reprimidos, traumas, que poderão caracterizar
comportamentos e disposições na fase de adolescência e adulta.
Guardamos do relacionamento com
os pais, irmãos, tios, primos e avos os reflexos que mais nos marcaram.
Diante do autoconhecimento, começamos a buscar
como reagimos e por que reagimos desta ou daquela maneira, diante das nossas
posturas mais ou menos agressivas, contendas, choques de interesses.
Essas
reações emocionais, que normalmente não se registram com clareza, nos níveis da
consciência, deixam, entretanto, suas marcas indeléveis nas profundidades do inconsciente.
Importantes são as maravilhosas experiências
contrarias, daqueles primeiros anos de nossa vida, diante da amorosidade de
pais afetuosos e carinhosos, irmãos companheiros, professoras afetivas,
situações que aquecem nossa alma em formação, nela gravando o
conforto emocional que tantos benefícios nos trazem, predispondo-nos às coisas
boas, às expressões de amor, que, por termos conhecido e recebido, aprendemos a
dar e a proporcionar aos outros.
Estas ternas experiências constituem
necessários pontos de apoio ao nosso espírito, para que possamos prosseguir e
ampliar nossas obras nas expressões do coração.
Quando inicia o convívio escolar, damos inicio
as primeiras experiências fora dos limites familiares e, é onde nossas reações
começam a deixar de ser tão espontâneas, podendo fazer com que fiquemos mais
retraídos, tímidos e acanhados diante de novas situações que se apresentam.
Estas
situações podem refletir de inicio a FALTA DE CONFIANÇA nas professoras e
colegas de turma.
Aprendemos paulatinamente a nos comportar na
sociedade, com reservas e retraimento.
Assim, vamos sufocando por vezes,
desejos e expressões interiores, e ate mesmo defendemos com violência nossos
interesses, mesmo que ainda infantis. E também brigamos com aqueles que caçoam
de algumas particularidades nossas.
Retribuímos a bondade com os que são bondosos
conosco.
E devolvemos insultos aos que nos agridem.
Sem duvida, são reações
naturais, embora ainda bem primarias.
Vamos assim caminhando para a
ADOLESCENCIA, fase em que nossos desejos se acentuam.
O
querer começa a surgir, a AUTOAFIRMAÇÃO emerge naturalmente, a nossa
PERSONALIDADE se configura.
Aparecem às primeiras desilusões, as amizades não correspondidas, os
sonhos frustrados, as primeiras experiências mais profundas no campo
sentimental.
De modo particular, cada um vai reagindo de
forma diferente aos mesmos aspectos do relacionamento com os outros: uns aceitam
e resignam-se com os desejos não alcançados, outros, inconformados, reagem com
irritabilidade e agressividade e, por isso mesmo, sofre mais.
E o sofrimento é maior porque é necessário
maior peso para dobrar a INFLEXIBILIDADE do coração mais endurecido diante da
rigidez de nosso temperamento.
Os mais dóceis e flexíveis sofrem menos, porque
menor é a carga que lhes atinge o intimo. Esses não oferecem resistência ao que
não podem possuir.
A RESIGNAÇÃO é o meio da modelação da nossa
alma, característica do desprendimento e da mansuetude que precisamos aprender
a cultivar.
Inúmeros aspectos de nossa personalidade, até
então desconhecidos de nós próprios, abrem-se para nossa CONSCIENCIA exatamente
quando conseguimos identificar nos ENTRECHOQUES sociais, aquilo que nos atinge
emocionalmente.
AS REAÇÕES OBSERVADAS NOS OUTROS QUE MAIS NOS
INCOMODAM são precisamente aquelas que estão mais profundamente marcadas dentro
de nós.
As EXPLOSÕES DE GÊNIO, os REPENTES que facilmente notamos nos outros e
comentamos atribuindo-lhes razões particulares, ESPELHAM a nossa própria
maneira de ser, inconscientemente atribuída a outrem e dificilmente aceita como
nossa.
É o mecanismo de PROJEÇÃO que se manifesta psicologicamente.
Poucas vezes, compreendemos de forma clara as
manifestações de nossos sentimentos em situações especificas, principalmente
diante da critica em relação a nossos defeitos.
Normalmente reagimos: não aceitamos estes
defeitos procurando justifica-los.
E ai que surgem os MECANISMOS DE DEFESA,
naturais e presentes em qualquer pessoa.
Através do convívio com o próximo, desde a
mais tenra idade, agimos e reagimos emocionalmente, atingindo os domínios dos
outros ou sendo atingidos nos nossos.
Vamos assim nos aperfeiçoando,arredondando as
facetas pontiagudas do nosso ser ainda
embrutecido, a semelhança das pedras rudes, colocadas num grande tambor que, ao
girar continuamente, as modela em esferas polidas pela ação do atrito de parte
a parte.
Interessante notar que as pedras de
constituição menos dura modelam-se mais rapidamente, enquanto as de maior
dureza sofrem, no mesmo espaço de tempo, menor desgaste, demorando mais,
portanto, para perderem a sua forma original bruta.
Esse
aperfeiçoamento progressivo, no entanto, vem se realizando lentamente nas
múltiplas existências corpóreas como processo de melhoramento continuo da
humanidade.
O CONHECER-SE
é o próprio processo de AUTO CONSCIENTIZAÇÃO, de reconhecimento de nossas
limitações e dos perigos a que estamos sujeitos no campo das experiências
corpóreas.
É
ponderar sempre, é refletir sobre os riscos que podem comprometer nossa
caminhada ascensional e tomar as decisões, definir rumos, dar testemunhos.
É precisamente no convívio com o próximo que
expressamos a nossa condição real, COMO AINDA ESTAMOS = NÃO O QUE SOMOS, pois
entendemos que, embora ainda ignorantes e imperfeitos, somos obra da criação e
contamos com todas as potencialidades para chegarmos a ser perfeitos.
Estamos todos em condições de EVOLUIR.
Basta querermos e dirigirmos nossos esforços para esse mister.
Uma das melhores diretrizes para chegarmos a
isso nos é oferecida pelo educador AK – Sede Perfeitos:
– O Dever:
“O DEVER COMEÇA PRECISAMENTE NO MOMENTO EM
QUE AMEAÇAIS A
FELICIDADE E A TRANQUILIDADE DO
VOSSO PRÓXIMO, e TERMINA NO LIMITE QUE
QUERERÍEIS PARA VÓS MESMOS”.




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