domingo, 14 de outubro de 2018

O CONHECER-SE ATRAVÉS DO PRÓXIMO


 


- É através dos relacionamentos que estamos constantemente aprendendo novas lições, especialmente, através de nossas reações com o meio e das manifestações que o mesmo nos provoca.
 Com o tempo vamos amadurecendo tornando-nos mais evoluídos, à medida que vamos aprendendo a identificar nossas reações diante dos comportamentos e a disciplina-las, através do convívio com nosso próximo.


É no âmbito familiar, onde desde criança surgem de forma espontânea nossos impulsos e reações. 
Nesta fase gravam-se impressões em nosso campo emocional que repercutirão durante toda nossa vida.  
                                                    
 É onde de alguma forma, acabamos MODELANDO comportamentos e reações das pessoas mais próximas.
Quantas situações ficam gravadas no inconsciente de uma criança, situações estas que podem leva-la a rebeldias, insatisfações, angustias desejos reprimidos, traumas, que poderão caracterizar comportamentos e disposições na fase de adolescência e adulta.                          



  Guardamos do relacionamento com os pais, irmãos, tios, primos e avos os reflexos que mais nos marcaram.
Diante do autoconhecimento, começamos a buscar como reagimos e por que reagimos desta ou daquela maneira, diante das nossas posturas mais ou menos agressivas, contendas, choques de interesses.        

 Essas reações emocionais, que normalmente não se registram com clareza, nos níveis da consciência, deixam, entretanto, suas marcas indeléveis nas profundidades do inconsciente.


Importantes são as maravilhosas experiências contrarias, daqueles primeiros anos de nossa vida, diante da amorosidade de pais afetuosos e carinhosos, irmãos companheiros, professoras afetivas, situações que aquecem nossa alma em formação, nela gravando o conforto emocional que tantos benefícios nos trazem, predispondo-nos às coisas boas, às expressões de amor, que, por termos conhecido e recebido, aprendemos a dar e a proporcionar aos outros.

Estas ternas experiências constituem necessários pontos de apoio ao nosso espírito, para que possamos prosseguir e ampliar nossas obras nas expressões do coração.

Quando inicia o convívio escolar, damos inicio as primeiras experiências fora dos limites familiares e, é onde nossas reações começam a deixar de ser tão espontâneas, podendo fazer com que fiquemos mais retraídos, tímidos e acanhados diante de novas situações que se apresentam.    

Estas situações podem refletir de inicio a FALTA DE CONFIANÇA nas professoras e colegas de turma.
Aprendemos paulatinamente a nos comportar na sociedade, com reservas e retraimento.
 Assim, vamos sufocando por vezes, desejos e expressões interiores, e ate mesmo defendemos com violência nossos interesses, mesmo que ainda infantis. E também brigamos com aqueles que caçoam de algumas particularidades nossas.

Retribuímos a bondade com os que são bondosos conosco.
 E devolvemos insultos aos que nos agridem.
 Sem duvida, são reações naturais, embora ainda bem primarias.
 Vamos assim caminhando para a ADOLESCENCIA, fase em que nossos desejos se acentuam.                 

 O querer começa a surgir, a AUTOAFIRMAÇÃO emerge naturalmente, a nossa PERSONALIDADE se configura.              
Aparecem às primeiras desilusões, as amizades não correspondidas, os sonhos frustrados, as primeiras experiências mais profundas no campo sentimental.

De modo particular, cada um vai reagindo de forma diferente aos mesmos aspectos do relacionamento com os outros: uns aceitam e resignam-se com os desejos não alcançados, outros, inconformados, reagem com irritabilidade e agressividade e, por isso mesmo, sofre mais.

E o sofrimento é maior porque é necessário maior peso para dobrar a INFLEXIBILIDADE do coração mais endurecido diante da rigidez de nosso temperamento. 

Os mais dóceis e flexíveis sofrem menos, porque menor é a carga que lhes atinge o intimo. Esses não oferecem resistência ao que não podem possuir.


A RESIGNAÇÃO é o meio da modelação da nossa alma, característica do desprendimento e da mansuetude que precisamos aprender a cultivar.

Inúmeros aspectos de nossa personalidade, até então desconhecidos de nós próprios, abrem-se para nossa CONSCIENCIA exatamente quando conseguimos identificar nos ENTRECHOQUES sociais, aquilo que nos atinge emocionalmente.

AS REAÇÕES OBSERVADAS NOS OUTROS QUE MAIS NOS INCOMODAM são precisamente aquelas que estão mais profundamente marcadas dentro de nós.

As EXPLOSÕES DE GÊNIO, os REPENTES que facilmente notamos nos outros e comentamos atribuindo-lhes razões particulares, ESPELHAM a nossa própria maneira de ser, inconscientemente atribuída a outrem e dificilmente aceita como nossa. 
É o mecanismo de PROJEÇÃO que se manifesta psicologicamente.
Poucas vezes, compreendemos de forma clara as manifestações de nossos sentimentos em situações especificas, principalmente diante da critica em relação a nossos defeitos.  
                                        
Normalmente reagimos: não aceitamos estes defeitos procurando justifica-los.
 E ai que surgem os MECANISMOS DE DEFESA, naturais e presentes em qualquer pessoa.
Através do convívio com o próximo, desde a mais tenra idade, agimos e reagimos emocionalmente, atingindo os domínios dos outros ou sendo atingidos nos nossos.         

 Vamos assim nos aperfeiçoando,arredondando as facetas pontiagudas  do nosso ser ainda embrutecido, a semelhança das pedras rudes, colocadas num grande tambor que, ao girar continuamente, as modela em esferas polidas pela ação do atrito de parte a parte.

Interessante notar que as pedras de constituição menos dura modelam-se mais rapidamente, enquanto as de maior dureza sofrem, no mesmo espaço de tempo, menor desgaste, demorando mais, portanto, para perderem a sua forma original bruta.                                                                                         

 Esse aperfeiçoamento progressivo, no entanto, vem se realizando lentamente nas múltiplas existências corpóreas como processo de melhoramento continuo da humanidade.

O CONHECER-SE é o próprio processo de AUTO CONSCIENTIZAÇÃO, de reconhecimento de nossas limitações e dos perigos a que estamos sujeitos no campo das experiências corpóreas.                                                                     

 É ponderar sempre, é refletir sobre os riscos que podem comprometer nossa caminhada ascensional e tomar as decisões, definir rumos, dar testemunhos.

É precisamente no convívio com o próximo que expressamos a nossa condição real, COMO AINDA ESTAMOS = NÃO O QUE SOMOS, pois entendemos que, embora ainda ignorantes e imperfeitos, somos obra da criação e contamos com todas as potencialidades para chegarmos a ser perfeitos.          

Estamos todos em condições de EVOLUIR.   
Basta querermos e dirigirmos nossos esforços para esse mister.
Uma das melhores diretrizes para chegarmos a isso nos é oferecida pelo educador AK – Sede Perfeitos:

– O Dever:

“O DEVER COMEÇA PRECISAMENTE NO MOMENTO EM 
QUE AMEAÇAIS A FELICIDADE E A TRANQUILIDADE DO 
VOSSO PRÓXIMO, e TERMINA NO LIMITE QUE 
QUERERÍEIS PARA VÓS MESMOS”.


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